sexta-feira, 6 de abril de 2018

Casa de Escritores | Apresentação do livro de José Neves da Costa

A Casa Museu Fernando Namora convida-o(a) a estar presente no dia 12 de abril, pelas 18h30, para mais uma sessão da “Casa de Escritores”.
Nesta sessão será apresentada, pelo Doutor Paulo Archer de Carvalho, a obra “O Cio da Terra “ da autoria de José Neves da Costa.


Algumas notas Biográficas

“Sou casado, dois filhos e quatro netos, e nasci há 75 anos numa pequena aldeia denominada Pedrogão do Pranto, situada nas margens do Vale do rio Pranto, Baixo Mondego, noroeste do concelho de Soure e vivo há 28 anos em Condeixa terra natal da minha mulher.

Confinado ao pequeno mundo da minha aldeia só aos 12 anos se me abriram horizontes mais vastos quando pus o pé no estribo dum comboio que entre densa fumarada e o silvo anunciador da partida me levou por entre arrozais e as terras alagadas do salgado até á rainha da praia da claridade.

Curta distância apenas 15 quilómetros, mas a suficiente para separar o mundo dos candeeiros a petróleo da incandescente luminosidade dos filamentos das lâmpadas. O chiar dos pachorrentos carros de bois do agressivo resfolegar dos motores dos automóveis.

Cedo me habituei a amar aquela terra de sol e de mar que, nos oito anos que por lá permaneci, foi a minha grande escola de vida. Lá trabalhei e estudei enquanto tentava abrir os olhos para o mundo que me rodeava.

Fui empregado numa casa comercial, funcionário público e acabei por ingressar na banca onde me mantive até que, aos 61 anos, me concederam a reforma.

Para trás ficou o sonho de uma licenciatura em direito e outras coisas que gostaria de ter feito se a profissão, naquela altura, não fosse tão absorvente.

A progressão na carreira implicou que deambulasse de armas e bagagens por várias terras causando desconforto à família mas permitindo-me conhecer outras gentes e outros costumes e fazer amigos alguns dos quais ainda hoje mantenho.

Sempre gostei de livros, autores clássicos principalmente, e tenho especial apreço por poesia embora, como simples amador, e é de amantes que ela precisa como disse alguém que agora não me lembro.

Embora não tenha deixado de escrevinhar nunca publiquei coisa nenhuma e do meu pau paupérrimo currículo apenas consta o concurso literário de 1964 da 2ª Região Militar ao qual concorri quando cumpria o serviço militar e no qual obtive o primeiro prémio.

À falta de melhor mencionarei também um concurso de poesia levado a efeito por uma conceituada empresa de Aveiro cujo tema era o barco moliceiro. Mandei para lá uns versos e milagrosamente ganhei o primeiro prémio.

Estou como se costuma dizer, reformado mas não conformado e por isso vou fazendo as minhas caminhadas matinais pelos trilhos e veredas da nossa bonita terra e sinto o bichinho da escrita a querer começar a morder, sendo já culpado por este livro que aqui vos apresento e de alguns poemas e rimas que vou amontoando. Quanto ao futuro, não sei. Vamos deixá-lo nas mãos do seu verdadeiro dono.”

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